Erros de medicação são comuns no Brasil, onde a estrutura hospitalar deixa muito a desejar. Recentemente, verificou-se, no Distrito Federal, que 13 pacientes que ocuparam um mesmo leito morreram por aplicação inadequada de medicamentos.
O problema é objeto de interesse do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos, que informa que 8.000 pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas de erros na medicação. Essas mortes são 7% de todas as internações feitas no país.
As responsabilidades por esses casos são atribuídas, normalmente, aos técnicos de enfermagem. Na administração dos medicamentos, é observada uma escala que parte do médico, passa pelo farmacêutico, deste para o enfermeiro e deste para o técnico.
O técnico de enfermagem é o responsável pela aplicação dos medicamentos. Mas a administração correta de uma medicação depende também da boa identificação dos produtos pela indústria farmacêutica e da prescrição feita pelo médico com clareza.
Os conselhos de enfermagem investigam cada denúncia, advertindo, suspendendo e até cassando o profissional. O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais acusa a falta de qualificação, a má remuneração e a sobrecarga de trabalho dos profissionais.
Mecanismos de segurança deveriam ser adotados por profissionais e hospitais. A matéria não faz parte do currículo das escolas profissionais. Tanto que a Fhemig, que administra 20 hospitais no Estado, adotou um programa de gerenciamento de risco por sua conta.
Quem busca socorro num hospital o faz para viver, não para morrer por um erro médico.
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